Entenda as Novas Regras da NR1 e Prepare Sua Empresa para 2026!
- Rafaela Ussier

- há 4 dias
- 3 min de leitura
Desvende as atualizações cruciais da NR 1, com foco na saúde mental ocupacional, e posicione sua organização na vanguarda da segurança ocupacional.
I. O que você precisa saber sobre a NR1
A Norma Regulamentadora 1 (NR1), essa espinha dorsal da segurança do trabalho no Brasil, sempre pairou como um farol, guiando empresas na selva de riscos ocupacionais. Mas, como tudo que é vivo, a NR1 evolui. E a grande virada, o ponto de inflexão que devemos absorver, transcende a mera análise de perigos físicos. As atualizações que se desenrolam entre 2024 e 2026 elevam a saúde mental ao epicentro das preocupações.
Por que essa mudança radical importa? Porque impacta diretamente o coração pulsante de qualquer organização: seus colaboradores. E, por extensão, a própria saúde da empresa. Vamos, então, desmistificar essa nova realidade, destrinchar seus meandros e entender como navegar nesse mar de transformações.

II. NR1: Uma breve história de evolução
A trajetória da NR1 é fascinante, de um mero checklist burocrático, emergiu um organismo vivo, pulsante, capaz de se adaptar e antecipar os desafios do mundo do trabalho.
O divisor de águas?
A chegada, em 2020/2021, do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Essa dupla dinâmica revolucionou a forma como encaramos a Segurança e Saúde no Trabalho (SST), inaugurando uma era de prevenção e cuidado contínuo.
Agosto de 2024 a Portaria MTE nº 1.419, trouxe um marco, um divisor de águas. Ela crava, em letras garrafais, a inclusão dos riscos psicossociais no PGR. Estresse, Burnout, Assédio... fantasmas que antes pairavam à margem agora ganham nome, forma e exigem gestão.
Mas, afinal, o que são GRO e PGR na prática? O GRO, longe de ser um documento empoeirado, é o processo contínuo, a busca incansável por cada sombra, cada perigo espreitando no ambiente laboral. Riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos... e agora, os insidiosos riscos psicossociais.
O PGR, por sua vez, é a materialização do GRO, o mapa da mina que guia a empresa na identificação, avaliação e controle dos riscos. Um inventário detalhado, um plano de ação robusto, um verdadeiro manual de guerra contra os perigos que espreitam no cotidiano.
E um detalhe crucial: o direito de recusa, fortalecido, empoderando o trabalhador a interromper suas atividades diante de um risco grave e iminente, sem receio de represálias. Um avanço inegável na busca por um ambiente de trabalho mais seguro e justo.
VI. O que esperar de 2026: Prazos, Multas e Adequação
Gravem esta data: 26 de maio de 2026. O prazo final. Até lá, a fiscalização terá caráter educativo, orientando e conscientizando as empresas sobre as novas exigências. Após essa data, a lei será implacável. Multas pesadas para quem não estiver em conformidade.
A hora de agir é agora. O que sua empresa precisa fazer para se adequar à NR1 e evitar as sanções?
Passos para Adequação:
1
Time em Campo: Designe um responsável pela SST, um líder que irá capitanear o processo de adequação.
2
Mãos à Obra no GRO/PGR: Identifique e avalie os riscos, sem negligenciar os aspectos psicossociais.
3
Diálogo Aberto: Envolva os trabalhadores na discussão, valorize suas percepções e sugestões.
4
Treinamento Contínuo: Invista na capacitação da equipe, abordando temas como segurança, saúde mental e prevenção de assédio.
5
Canais de Denúncia: Crie canais seguros e confidenciais para que os trabalhadores possam denunciar casos de assédio e outras formas de violência no trabalho.
6
Documentação em Dia: Registre tudo, organize os documentos, mantenha um histórico detalhado das ações realizadas.
7
Melhoria Contínua: Não se contente em apenas cumprir a lei, busque a excelência, aprimore constantemente o sistema de gestão.
8
Integração: Garanta que o PGR esteja alinhado com outros programas, como o PCMSO, criando uma sinergia entre as diferentes áreas da empresa.
VII. Conclusão: Um ambiente de trabalho melhor para todos
A adequação à NR1 transcende a mera obrigação legal. É um investimento estratégico, uma demonstração de responsabilidade social, um passo rumo a um futuro mais justo e sustentável.
Os ganhos são evidentes: redução de acidentes e doenças, aumento da produtividade e da motivação, retenção de talentos e uma imagem corporativa sólida e respeitada.





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